sábado, 4 de março de 2017

Super Bowl, Aladdin na Broadway e visitando uma represa!

Super Bowl night!
Oi pessoal! Em Fevereiro eu completei 1 ano e 6 meses de EUA, então entrei oficialmente na reta final do meu programa. Posso falar que o mês foi bem agitado e que cada dia mais os dias passam mais rápido (isso porque ainda estamos no inverno, não quero nem imaginar quando o verão chegar). 

Esse mês começou com o Super Bowl, ou a final do campeonato nacional de Futebol Americano (NFL). Como esse é o meu último Super Bowl na Terra do Tio Sam, resolvi ir pra um bar (milagre!!!) com as minhas amigas. Fomos ao Brazen Fox em White Plains, NY. Chegamos lá umas 5:30 pm porque o bar lota pro evento. Foi bem legal comer/beber/fazer snap dos americanos comemorando a cada gol. Como eu não entendo do jogo (e ia trabalhar cedo no outro dia) fui embora depois do show do intervalo (Lady Gaga), às 9:00 pm. Quando eu saí, os Patriots (time do marido da Giselle) começaram a ganhar. E é daí que vem minha fama de pé frio em eventos esportivos HAHAH

Tivemos nosso primeiro Snow Day (dia que neva muito e as kids nao tem aula) da temporada. Como foi em uma quinta, foi tranquilo. Brinquei na neve com eles, cozinhei, assisti Harry Potter e fiquei fazendo nada tbm. Foi bem tranquilo meeeesmo (mas mesmo assim, graças a Deus que só teve esse haha). 

Aladdin on Broadway!
No segundo fim de semana de Fevereiro fui assistir Aladdin na Broadway com a Mel, minha amiga inglesa louca nos musicais. A gente comprou ingresso pela ticketmaster ($70 com taxa) e fomos. No dia, estava suuuper frio e chovendo chuva congelada. Só saí de casa porque tinha pagado hahaha Minha host mom me deixou no trem porque eu nao conseguia dirigir naquelas condições. Assistimos ao musical (maravilhoso, recomendo para qualquer pessoa que esteja a fim de um musical engraçado e focinho) e após o show, fomos visitar o Black Tap, conhecido por seus milkshakes gigantes. Fomos na filial de Midtown, e nao pegamos fila. Escolhemos não comer porque queríamos mesmo o Milkshake. Peguei o de Morango, e minha nossa, que delícia! Ele vem com diversos condimentos - algodão doce, pirulitos, whipped cream - e o milkshake em si é maravilhoso. O preço é a única coisa salgada dessa maravilha, $15 por milkshake! 


 
 Milkshake do pecado!

Brasileirada reunida 2.0
Esse mês as escolas tem um break de inverno e meus hosts viajaram pro Colorado. Dessa vez eu fiquei cuidando do cachorro (é outro, eles adotaram o Jack, um labrador americano bem danado). Daí eu fiz umas errands pra minha hosta - uma delas envolvia levar roupas pra doação em um brechó, levei e saí do brechó com um Harry Potter e o Enigma do Príncipe em PERFEITAS condições por apenas $5 e um dvd de Harry Potter e a Pedra Filosofal primeira edicaoooo por $3. E como a casa estava vazia, reuni a brasileirada na minha casa pra uma noite de cachorro-quente paulista (com purê!) e outra noite para um estrogonofe brazuca! Uma delíciaaa!!!

Uma segunda feira em que eu estava off, fui com a Bruna, a Barbara e a Larissa em uma represa chamada Kensico aqui no condado de Westchester. Eu nunca tinha visitado nada parecido aqui nos EUA, e foi bem legal ver uma represa bem conservada. Tiramos muitas fotos e depois seguimos viagem :D 


 Parte de cima da represa


de boa na lagoa

contemplativa


Monumento em honra ao 09/11

Durante a minha semana off, fui com a Ana Beatriz me confessar em uma igreja com padre brasileiro, e quando cheguei lá, eles tinham um grupo de oração em português! Nem preciso dizer que fiquei super feliz, né? Uma pena que as reuniões deles são todas as quintas as 8:00 pm, e eu termino de trabalhar as 9:00 pm. Mas foi bom dar uma recarregada na oração pelo menos duas vezes. 


Bom, por enquanto foi isso. AH, esse mês estou jejuando Social Medias (Facebook/Instagram/Twitter/Snapchat) para a Quaresma. Hoje já é meu quarto dia sem, e olha, não está sendo fácil. Mas no fim valerá a pena, pois eu sei que esse é o jejum que eu estava precisando. Um beijão pra quem acompanha o blog e não esquece de comentar, hein? 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Acontecidos de Janeiro!

ACHEI MINHA GÊMEA PERDIDA!
Oi pessoal! Faz um tempinho que eu to pra escrever esse post, mas sempre esqueço haha. Mas vamos falar sobre o mês de Janeiro. 

 - No segundo fim de semana do mês (meu primeiro sábado off sem ter que estudar <3), fui pra city com a Liv, a Gabi e a Ana. A Liv foi a mais considerada e chegou quase no horário combinado, mas a Gabi e a Ana tiveram uma noitada antes entao chegaram bem mais tarde. Assim que encontrei com a Liv, fomos visitar o Flatiron Building, aquele prediozinho fininho que aparece em "No Pique de Nova York," com as gêmeas Olsen. De lá, a Liv me levou no Chelsea Market, que eu nunca tinha ido. Acho que vale a visita, mesmo se você é pobre como eu haha tem opções para todos os bolsos. Depois fomos encontrar com as meninas e seguimos para o Johnny Rockets, aquele restaurante onde os garçons cantam se voce pagar por uma música. O mais legal é que enquanto estávamos indo pra lá, começou a nevar. Quando saímos, a rua estava branca, a coisa mais linda. De lá, fomos comer churros brasileiro no Bryant Park. Super recomendo! Tem recheio de doce de leite, nutella e maracujá (!!!). É uma delícia! De lá, tivemos a brilhante ideia de ir a um karaoke. Depois de procurar um pouquinho, achamos um que era bar e voce pagava por música que cantasse. No início deu aquele medinho de cantar na frente do povo, mas no fim estávamos soltas como se fossemos a Britney HAHAHA. A Liv e a Gabi vieram pra minha casa em Larchmont no final, e dormiram por aqui.

Sede do Google em frente ao Chelsea Market 
Entrada do Youtube dentro do Chelsea Market


boba na neve 

Liv, Gabi, Ana e Eu 

- Muitas meninas novas chegaram em Larchmont, inclusive brasileiras. Agora a gente tenta se encontrar com frequência, pra pelo menos papear na Starbucks. A gente acha que é fácil mas é complicado conciliar os schedules de todo mundo haha.

- Houve um festival internacional na escola dos meus kiddos e haviam vários países sendo representados, inclusive o Brasil! Eles estavam vendendo algumas comidas típicas e teve apresentação de capoeira. De resto, muitos pais que eram da Inglaterra, Austrália, Itália, França ou Japão montaram barracas com informações e crafts típicas de suas culturas. 

- Finalmente decidi as datas das minhas férias. Dessa vez nao é mistério que eu vou pra Califórnia, afinal de contas não dá pra ir embora daqui sem pisar na West Coast, né? 

- Esse mês um amigo meu do Brasil veio pra NYC e saímos pra comer. E advinhem? Tava nevando! Esse inverno tá tendo mais neve do que o do ano passado, mas nenhum snow day até agora. Apesar de estar nevando bastante, não tem sido em grande quantidade. 

- Falando em Brasil, a Malu lá da minha cidade chegou nos EUA. Ela está sendo Au Pair em Maryland, cuidando de uma baby só! Nem preciso dizer que ela tem o schedule dos sonhos, né? 

- Minha host kid começou a vender os Biscoitos das Escoteiras (Girl Scouts Cookies). Então agora eu entrei na maratona de tentar vender muitas caixas junto com ela. Eu comprei uns, algumas amigas também compraram outros e hoje em dia as girl scouts estão tao modernas que dá pra encomendar os biscoitos online também. Cada caixa é $4 (tem duas que sao $5) e se voce encomendar por esse link AQUI, a caixa chega na sua casa! 

Por hoje é isso, pessoal! Até o mês que vem! Beijos! 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Das coisas que a agência não conta.

Hoje eu acordei meio filósofa com vontade de escrever sobre o intercâmbio. Então aqui vai: 

Uma coisa que todo mundo sabe quando se candidata para o intercâmbio de Au Pair é que a sua vida nunca mais será a mesma. Mas a gente mal sabe quanto que ela vai mudar a partir do momento que a gente resolve ir conhecer uma agência e saber mais sobre o intercâmbio. 

Quando a gente vai assistir a palestra, a coisa que mais me vem à cabeça é como eles vendem o programa pra gente. Um sonho, uma oportunidade de viver o sonho americano que cresceu dentro de nós por causa dos filmes da sessão da tarde. Nos vendem como uma comida suculenta, e nós, desde já desejando por essa comida, ficamos nos lambendo para viver essa experiência mágica. Desde o início sabemos do nosso salário, das 45 horas de trabalho semanais, do 1 dia e meio de folga por semana, das férias... mas o que nós não sabemos é o quão profunda essa experiência realmente é. 

Quando chegamos nos EUA, tudo parece ter saído de um sonho. Vemos os taxis amarelos em NY, conhecemos gente do mundo inteiro na semana do treinamento, e fazemos um tour (rápido, eu sei) mas inesquecível por NYC com pessoas que dizemos que serão nossas amigas para sempre. E a sensação é de que nós conhecemos essas pessoas desde que nascemos. E meio que é verdade, nos conhecemos desde que nascemos na América, desde que tivemos nossas primeiras impressões dessa terra. 

Ao chegar na host family, temos diversas impressões, como: o quão ruim é a culinária americana, como engordamos comendo aqui, como tudo é exagerado, como tudo é prático. Mas é também nas primeiras semanas com aquela família que nos acolheu que vai nos mostrando o outro lado do intercâmbio: a bipolaridade. 

Ao longo do programa, a bipolaridade nos acompanha 24 horas por dia. Se a gente achava que no Brasil éramos bicolores, é porque nunca tínhamos nos distanciado da nossa zona de conforto como o fazemos todo dia aqui. Amanhecemos morrendo de amores pelas kids, pelo país, pelo estilo de vida. Ao meio dia, queremos desesperadamente estar almoçando arroz, feijão, farinha e ovo com a família. Ao fim da tarde, estamos nos divertindo com as kids e os considerando nossos irmãos mais novos. À noite, só queremos sumir da casa da host family. 

Infelizmente, esse sentimento nos assombra dia e noite ao longo dos 1 ou 2 anos que passamos aqui. Ao longo do tempo, aprendemos a ignorar esses sentimentos e nos apegamos aos amigos e experiências que fazemos aqui. É interessante perceber como gastamos o nosso tempo livre com coisas bem diferentes aqui. Há fins de semana que nós só queremos sair, passear, explorar. Outros em que preferimos explorar a Netflix e passar o dia na cama. Mas mesmo essas atividades soando parecidas com o que fazíamos no Brasil, elas tem intensidades completamente diferentes. Há a saudade gritante do típico almoço de domingo com a família, do sentar para assistir os programas dominicais na TV ou de ir ao shopping só pra bater perna. 

São essas pequenas coisas que a agencia nao nos conta naquela palestra introdutória que assistimos antes de fechar o contrato. Eles nos avisam que será uma experiência incrível, mas palavras não são o suficiente para explicar o como esse ano nos muda por dentro e por fora. É triste que nossos amigos e familiares nao podem entender cem por cento do que nós sentimos, da montanha-russa de sentimentos que é estar sozinha (sim, não há como negar que estamos) em um país estrangeiro. Por mais que tenhamos amigos, eles também terão que ir embora, que cuidar de suas vidas por aqui. 

Estou entrando no meu décimo sexto mês de Estados Unidos, o décimo sexto com a mesma família, e vejo como as coisas mudaram em relaçao aos meus primeiros dias aqui. Hoje eu já nao tenho medo de dirigir em estrada, de dirigir o carro do meu host dad ou de ter que resolver algo no city hall sozinha. Se antes eu já era independente, hoje que eu não dependo de ninguém pra nada. Mas ao meso tempo, ainda tenho uma certa insegurança sobre o futuro, a final de contas, daqui a 7 meses eu terei uma nova aventura diante de mim: a aventura de voltar para o Brasil, de me tornar adulta e seguir em frente com a minha vida, com novos sonhos. 

O que eu quero dizer com esse texto é: as fotos, as postagens sobre viagens, compras, aventuras, nada traduz esse turbilhão de sentimentos que é ser Au Pair. Durante esse ano, nós somos conselheiras, babás, irmãs mais velhas, amigas, psicólogas, médicas e etc das nossas kids. Aprendemos a administrar problemas no trabalho, problemas muitas vezes mais complicados do que os que tínhamos nos nossos antigos empregos, afinal aqui nós moramos com os chefes. Se acontece algum desentendimento, temos que olhar um pra cara do outro todo dia, nao tem pra onde fugir. E se uma coisa que a agencia te diz que é verdade, é: esse intercâmbio te prepara para a vida. 

Se voce está lendo isso e pensa em fazer essa loucura, nao pense duas vezes: só vem. Essa aventura foi a melhor decisão da minha vida, e a cada dia ela me prepara para o que virá no futuro pra mim.